Pequenas diferenças no peso podem gerar um impacto relevante quando milhares de porções são produzidas. Além do excesso de produto, as variações dificultam a padronização e a organização da linha.
Por isso, o controle de peso no fatiamento industrial precisa começar antes da embalagem. Produto, espessura, alimentação e pesagem devem ser analisados em conjunto.
Quando o peso é acompanhado durante o processo, a indústria obtém informações para corrigir desvios e manter as porções dentro dos parâmetros definidos.
Por que o peso das porções varia?
Fatias com a mesma espessura nem sempre possuem o mesmo peso. Isso acontece porque o alimento pode apresentar diferenças de formato, densidade e composição.
Um bloco de queijo, por exemplo, pode sofrer pequenas alterações ao longo de suas dimensões. O bacon também apresenta regiões com proporções diferentes de carne e gordura.
Além disso, a temperatura interfere na consistência e no comportamento durante o corte. Quando o produto muda, a formação das fatias também pode ser afetada.
Entre os fatores que influenciam o peso estão:
- formato do produto;
- densidade da massa;
- temperatura;
- teor de gordura;
- espessura programada;
- regularidade da alimentação;
- quantidade de fatias;
- pressão e posicionamento;
- condição da lâmina.
Portanto, controlar apenas o número de fatias pode não ser suficiente. O peso real precisa ser verificado conforme a exigência da aplicação.
Peso nominal, tolerância e excesso de produto
O peso nominal representa a quantidade informada para a porção. No entanto, a produção costuma trabalhar com limites de tolerância definidos pela empresa e pelas exigências aplicáveis.
Quando a porção fica abaixo do parâmetro, ela pode ser classificada como incorreta. Por outro lado, entregar produto acima do necessário também gera consequências.
Esse excesso é conhecido como giveaway. Embora alguns gramas pareçam pouco em uma unidade, o volume se torna relevante ao longo de milhares de embalagens.
Por isso, o objetivo não consiste apenas em evitar porções abaixo do padrão. A indústria também precisa reduzir excessos sem comprometer a conformidade.
A espessura não deve ser analisada sozinha
A espessura possui uma relação direta com o peso da fatia. Entretanto, essa relação muda conforme a área e a densidade do produto.
Se o bloco perde dimensão ao longo do corte, uma fatia com a mesma espessura pode pesar menos. Da mesma forma, regiões mais densas podem aumentar o peso mesmo sem alteração na regulagem.
Por isso, trabalhar apenas com uma espessura fixa pode gerar variações. A indústria precisa observar como o produto se comporta durante todo o ciclo.
Nesse cenário, a pesagem integrada cria uma referência adicional. Ela mostra o resultado efetivo da porção e permite comparar o peso alcançado com o parâmetro definido.
Como funciona a pesagem integrada?
Na pesagem integrada, a porção é avaliada durante o fluxo da linha. O sistema registra o peso sem exigir que toda a conferência seja realizada em uma etapa separada.
Assim, a informação fica disponível enquanto o processo ainda está em andamento. Isso permite identificar tendências e desvios com maior rapidez.
Dependendo da configuração, o peso pode ser utilizado para corrigir o processo ou classificar as porções. Dessa forma, os conjuntos corretos e incorretos seguem destinos diferentes.
A pesagem não elimina a necessidade de validar o equipamento e os parâmetros. Contudo, ela amplia a quantidade de informações disponíveis para o controle.
Correção dinâmica da espessura a partir do peso
Em soluções que incorporam esse recurso, o peso medido é comparado ao valor definido. A partir dessa diferença, a espessura pode ser ajustada para aproximar as próximas porções do objetivo.
Esse processo forma um ciclo de medição e correção. Em vez de manter a mesma regulagem diante das variações do produto, o sistema responde ao resultado encontrado.
A correção precisa ocorrer dentro dos limites adequados para a aplicação. Afinal, alterações excessivas podem comprometer a apresentação ou a experiência de consumo.
Por isso, peso e espessura devem ser definidos em conjunto. O objetivo é alcançar uma porção coerente com os critérios comerciais e produtivos.
Classificação separa porções corretas e incorretas
Mesmo com parâmetros definidos, algumas porções podem ficar fora da faixa esperada. Nesse caso, a classificação evita que elas avancem sem identificação.
A FTI250 Plus possui pesagem dinâmica, correção de peso e unidade de classificação horizontal. Dessa forma, porções corretas e incorretas podem ser separadas durante o processo.
Essa função facilita a tomada de decisão da equipe. Além disso, reduz a dependência de conferências exclusivamente manuais depois do fatiamento.
No entanto, a classificação não deve ser tratada apenas como uma etapa de descarte. Os dados das porções fora do padrão podem ajudar a identificar tendências e ajustar a operação.
Interfolhamento e pesagem podem trabalhar juntos
Em produtos interfolhados, o papel é inserido entre as fatias para facilitar a separação. Esse recurso influencia a formação e a apresentação das porções.
Quando interfolhamento e pesagem fazem parte da mesma solução, o controle acompanha o conjunto já organizado. Assim, o resultado se aproxima da forma como o produto seguirá para a embalagem.
A FTI250 Plus reúne fatiamento, interfolhamento por sopro e pesagem dinâmica. A máquina também possui uma interface de operação voltada ao acompanhamento dos parâmetros.
Essa integração reduz transferências entre equipamentos. Contudo, a configuração precisa considerar o tipo de papel, a quantidade de fatias e o peso desejado.
O produto precisa chegar em condições controladas
A tecnologia da máquina não compensa todas as variações da matéria-prima. Se a temperatura ou a consistência mudarem de forma intensa, o corte também poderá mudar.
Por isso, o produto precisa chegar à fatiadora dentro das condições definidas pela indústria. O posicionamento e a alimentação também devem permanecer regulares.
A lâmina merece atenção semelhante. Desgaste, afiação inadequada ou danos podem afetar a qualidade do corte e aumentar a geração de resíduos.
Portanto, o controle de peso depende de uma combinação:
- produto em condição adequada;
- máquina corretamente regulada;
- alimentação estável;
- lâmina em boas condições;
- pesagem validada;
- parâmetros coerentes;
- acompanhamento dos resultados.
Quando esses fatores são tratados em conjunto, a indústria consegue compreender melhor a origem das variações.
Quais indicadores acompanhar?
Os dados precisam apoiar decisões práticas. Por isso, a indústria deve selecionar indicadores que mostrem o comportamento das porções ao longo da produção.
Entre os principais estão:
- peso médio;
- diferença entre peso médio e nominal;
- percentual de porções abaixo do limite;
- percentual de porções acima do limite;
- quantidade de produto excedente;
- variação entre o início e o fim do bloco;
- frequência de correções;
- volume reclassificado;
- geração de resíduos.
Esses números ajudam a comparar produtos, turnos e configurações. Além disso, permitem avaliar se os ajustes realmente melhoraram o processo.
Pesagem também apoia produções de alta capacidade
Quanto maior o volume, maior será o impacto acumulado das variações. Por isso, a pesagem integrada também ganha relevância em linhas de alta performance.
A E600 possui sistema de pesagem integrada e foi projetada para trabalhar com baixo índice de giveaway. A solução também utiliza esteira de sincronismo e pode alcançar até uma tonelada por hora, conforme a aplicação.
Nesse caso, capacidade e controle trabalham na mesma linha. O objetivo é produzir em grande volume sem perder a referência do peso das porções.
No entanto, a capacidade final depende do produto e das condições operacionais. Por isso, a aplicação precisa ser avaliada antes da definição do equipamento.
Como iniciar um projeto de controle de peso?
A indústria deve começar reunindo dados sobre a situação atual. Peso médio, tolerâncias, excesso de produto e frequência de desvios ajudam a dimensionar o problema.
Depois, é necessário avaliar onde a pesagem será incorporada. Também devem ser definidos os critérios de correção e classificação.
Testes com o produto permitem verificar como densidade, formato e temperatura afetam o resultado. Com essas informações, os parâmetros podem ser ajustados de forma coerente.
A Equimatec desenvolve soluções que integram fatiamento, interfolhamento, pesagem e classificação. A configuração é definida conforme o produto, o volume e a apresentação desejada.
Sua indústria precisa reduzir variações e controlar melhor as porções? Entre em contato com a Equimatec para avaliar o processo e os recursos adequados para a aplicação.